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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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http://travel.nationalgeographic.com/travel/countries/your-food-photos-asia/

Era apenas o feio e o frágil fickr

Crianças vestidas com cores

Caras e bocas

Voz de assombro, susto, desespero, tristeza.

Era uma vez uma coisa triste que se chamava flickr.

Não tinha a força do vermelho

Não tinha a imensa luz do amarelo

Nem a paz que tem o azul

Nem tampouco a simpatia

Era apenas o feio, frágil e aflito flickr.

Esse mundo colorido é um barato de se ver…

Vermelho

Perigo, pare amigo.

Amarelo

Do sol que esquenta.

Azul

Pinta a água do mar .

Nada no mundo é flickr…

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Deixo a SER.

Fica uma ponta de saudade de

Aprender na adversidade.

Aprender com a bondade

Ficar atento à intolerância, ser cortês

Mas não perder a dignidade e autoestima.

Saio daqui mais tranquila, madura e comedida,

Em paz comigo mesma. Embora esta seja uma expressão

Que deva ser revista todos os dias, horas e milésimos de lsegundos.

Estou bem

Desejando que os mares quase desconhecidos toquem-me:

Pé no pé, cabeça junto ao peito.

Quero o calor

Boca

Beijo

Teu peito

Meu coração

A vida se abre

Linda louca

Desejo ainda que não seja o tempo.

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O dia lá fora é belo, cálido,

E as folhas até orquestram

O som que meu coração e espírito

Precisam para serem abalados.

Mas no coração, as palavras soam como

Planta infértil, sem cor, quase simulam uma assombrosa escuridão.

O nó na garganta agiganta-se

E é difícil ecoar um diálogo pacífico

Com parentes de coração.

As palavras dão agulhadas

Alfinetando rochas que sangram.

Não gostaria de ver pingos escorrerem

E mancharem o lençol branco

Caso contrário eu mesma o deixarei num vermelho vivo

Semelhante às violetas.

Sei que no final de uma guerra sutilmente sangrenta,

O meu coração e alma

Sairão fortalecidos e felizes. 

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LIBERDADE…

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Convento…

Catavento dilui um vento quase desertor…

Mas a maior deserção

É a do meu espírito

Que deseja ficar livre, em paz, com o coração tranquilo.

Felicidade vem,

Vem a vida concreta, a que pesa

A que tem fome, nome,

A que precisa rebelar-se e pedir clemência.

Só liberdade…

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SER

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Passaram quatro dias na SER.

Há muito tempo não escrevia aqui.

Coisas desconhecidas acontecem

E não tenho mais o tempo que passou.

O meu tempo é incerto, implacável e desértico…

Ainda bem que ainda ouço sorrisos, desabafos, desesperos,

Choros, velas, lágrimas…

E o prenúncio de novos dias.

As horas na SER passam, passam,

Batucam, cutucam .

Dilaceram o corpo de uma extremidade à outra

Perdido no universo lá fora.

Ainda bem que próximo surgem dois pássaros.

O canto é monótono, mas meu coração tenta se  enebriar

Com uma pequena ração de amor.

Meu rosto taciturno e irritadiço anseia pelas asas dos pássaros

Que bicam a grama

Parece que são um, dois, três, quatro, cinco, seis…

E mais um canto desconhecido.

Apenas cantam rodopiando.

Falam com uma alegria incapaz de entreabrir minha boca.

Talvez precise dormir um pouco.

Revigorar o que parece perdido, inexato, confuso, indecifrável…

Depois confirmo. Mais tarde, acordo.

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http://intelligenttravel.nationalgeographic.com/2012/04/19/picture-yourself-in-a-national-park/

Mulher na forca

Mulher de boca

Mulher com a vassoura das forças armadas.

Mulher amiga-inimiga

Cão que chora e pede socorro

Amante fugaz, intensa e tenra.

Humano ser capaz de desafinar cantando

De falar blasfemando.

De lutar pedindo guerra, justiça, paz e amor.

Mulher camaleoa-camaleônica

Que sem pressa espera a carona que não vem.

O beijo mudo, as mãos decepadas,

Os olhos de vidro fixados na noite tenebrosa, lastimante… na cortante escuridão.

—–

Quase não vi meus olhos

Quase não vi você

Onde estão todos?

Onde está o amor perdido pelo caminho?

Onde está a paixão que me deixou todos estes anos?

Onde está você?

Como se chama?

Do que gosta ou desgosta?

Os seus filhos são meus?

Sou uma mulher sem respostas.

Uma raposa à espreita de pistas…

Não quero mais outras vidas

Só esta me basta

Só esta pode ainda manter o resto de vigor que trago.

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http://ngtravelerseminars.com/nature/

Desde ontem a chuva cai intermitente, ora parece a sombra de pensamentos pretéritos, ora é uma faca fria e cortante que espera o tempo propício, a oportunidade exata para revelar o brilho do metal ofuscando os olhos, procurando o melhor lugar para dilacerar as lembranças que jorram sufocadas e anseiam a liberdade das gotas sonâmbulas, zumbis correndo pela noite…

E ainda chove…

Talvez me molhe ao sair e atravessar a rua… Lavar os pés, mergulhar nas nuvens nubladas que me oferecem o silêncio como resposta. Ouvir os pingos caírem e sentir o frio que queima, lançando os segredos ao vento, a um tempo incerto, inaudível…

O corte já não é tão profundo. A cabeça está mais leve. Os pés conduzem a uma estrada tão antiga quanto as sombras que me atormentam…

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