
Sol e verde, Mar e VIDA...
As raízes desprendem-se do solo e os galhos tocam o mar que percorre o corpo cansado, ansioso de paz. Os pés caminham sem rumo e inconscientemente os pensamentos desejam fechar círculos que precisam ser velados… O luto sepulta a dor adormecida, entoa a canção que outrora embalava o coração, deixa a cabeça vazia e capaz de construir outros CÍRCULOS, alimentar outras histórias…
O luto dura o tempo que a vida necessita para brotar mais bela, forte e tranquila. A raiz dispersa no mar, às vezes, grita, chora e deseja voltar ao corpo-tronco… Mas a vida GIRANDO só quer uma leve lembrança, o sentimento reconstruído que precisa seguir, caminhar e fazer brotar outras raízes…
Todas as pegadas deixadas no caminho – leves, bruscas, profundas, superficiais, curtas ou longas – deixam na alma as marcas necessárias para o amadurecimento. Como lidar com estas marcas é o desafio que não pode nos deixar presos ao passado nem esquecidos das trilhas do presente. Equilibrar toda a sorte de lembranças, vivências e sentimentos é, sem dúvida, um malabarismo, a corda bamba que exige dos nossos pés e mente concentração e, ao mesmo tempo, a leveza que nos guie pelo HOJE, pelo INSTANTE que será passado se não o vivermos em plenitude.