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Desde ontem a chuva cai intermitente, ora parece a sombra de pensamentos pretéritos, ora é uma faca fria e cortante que espera o tempo propício, a oportunidade exata para revelar o brilho do metal ofuscando os olhos, procurando o melhor lugar para dilacerar as lembranças que jorram sufocadas e anseiam a liberdade das gotas sonâmbulas, zumbis correndo pela noite…
E ainda chove…
Talvez me molhe ao sair e atravessar a rua… Lavar os pés, mergulhar nas nuvens nubladas que me oferecem o silêncio como resposta. Ouvir os pingos caírem e sentir o frio que queima, lançando os segredos ao vento, a um tempo incerto, inaudível…
O corte já não é tão profundo. A cabeça está mais leve. Os pés conduzem a uma estrada tão antiga quanto as sombras que me atormentam…








